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Dedicamos
um parte do nosso trabalho ao Soneto, pelo seu poder de
sedução, pela sua beleza literária, e pela sua forma
exuberante, a qual foi usada por quase todos os Poetas |
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O
soneto como é hoje, foi inventado no século XIII, porém a
sua literatura, no princípio muito rudimentar, subsiste desde
quinze séculos antes de Cristo, e foi inventada pelos hindus,
povo de raça hindo-ariana, que falava o sânscrito e habitava
o noroeste das Índias. |
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Petrarca
foi o maior incentivador do Soneto |
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Conheça
Petrarca na página MESTRES |
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Francesco
Petrarca (1304-1374), nascido em Arezzo (Toscana- Itália) e
falecido em Arquà (Pádua), não foi o inventor do soneto.
Tornou-se,
entretanto, o primeiro poeta que o dignificou, logo, depois que
Dante Alighieri (1265-1321) também o recebera, com entusiasmo,
e o praticara, com inteligência e inspiração.
Petrarca
não "concebeu" o soneto, mas, na verdade, o criou, adotou-o,
e deu- lhe, como se o fizesse a um filho legítimo, aquele amor
sublime, aquele carinho que sabem oferecer somente os pais
ligados pelo sangue.
Mimou-o,
alimentou-lhe o espírito, ensinou-o a andar, educou-o dentro
das boas maneiras, proporcionou-lhe cultura adequada, aperfeiçoou-lhe
o sentimento, enriqueceu-o de beleza plástica, fortificou-lhe
o coração e a alma... |
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Para
quem gosta de poesias, nada como um mergulho no mundo
maravilhoso, da história dos Sonetos, venha conosco, você vai
se encantar. |
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Coube
a Fra Guittone d'Arezzo (1230-1294) a fixação categórica da
forma do soneto. Não alterou profundamente a estrutura do
poema inventado na corte de Frederico II.
Todavia,
é inegável, foi ele quem, por assim dizer, confirmou, com
pequenos retoques, a sua validade, a solidez de sua constituição
histórica, a sua genuína legalidade.
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Guittone
desempenhou, um papel importantíssimo na cristalização da
estrutura do soneto.
Pôs
em prática o ideal de perfeição da escola siciliana.
Com
o correr do tempo, a rigidez na ordem das rimas deixou de ser
uma obrigatoriedade, embora jamais fosse abolido o dever de se
utilizar o mínimo de quatro e o máximo de cinco rimas, em
todo o poema.
Fora
disso, tudo pode, até, ser poesia, mas não é o soneto clássico.
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