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Nesta
página os Grandes Poetas portugueses de todos os tempos.
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Caso
o Poeta português procurado não esteja nesta página, ele é
considerado um Mestre e está na página
GRANDES
MESTRES DA POESIA MUNDIAL. |
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Em
1128, Portugal se desmembrou de Leão (Leon) e se transformou
em reino.
D.
Dinis (1261-1325), o grande rei-trovador, que subiu ao trono
português em 1279, chamado o "Lavrador", ou o
"Trovador", compôs centenas de cantigas.
Em
seu reinado, a trova brilhou intensamente.
Antônio
Ferreira, um "clássico moderno", assim se referiu a
ele: "honrou as musas, poetou e leu".
D.
Dinis escreveu as "Baladas e Pastorelas",
"Cantares de amigo" e "Cantigas de amor",
pontos altos dos cancioneiros medievais.
Sua
poesia trovadoresca, diz Marques da Cruz, "tem o traço
inconfundível da poesia provençal: é ingenuamente amorosa e
espontânea, brotando da alma como a água brota da
fonte".
É
impossível esquecer os Grandes Cancioneiros Portugueses
(1198-1354).
Portugal
tornou-se, um admirável celeiro de trovadores.
Tais
produções se acham reunidas em três "Cancioneiros":
o "Cancioneiro da Ajuda", com 310 canções; o
"Cancioneiro da Vaticana pertencente à Biblioteca do
Vaticano, com 1.205 cantigas, de cerca de 130 poetas da Espanha
(inclusive D. Afonso X), e de Portugal, entre estes D. Pedro
(Conde de Barcelos) e D. Dinis (rei de Portugal); e o
"Cancioneiro da Biblioteca Nacional de Lisboa"
(antiga "Colocci Brancuti"), com 1.647 composições,
das quais 1.100, aproximadamente, repetidas do
"Cancioneiro da Vaticana".
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No
"Cancioneiro da Ajuda" encontra-se a famosa
"cantiga de amor", "A Ribeirinha", de Paio
Soares de Taveirós, composta em 1189, e que Carolina Michaëlis
de Vasconcelos considera o mais velho texto conhecido de poesia
portuguesa. Cantiga dedicada à
favorita
de D. Sancho I, D. Maria Pais Ribeiro, mais conhecida como
"a Ribeirinha". Todavia, há fontes que indicam como
autor da mesma o próprio D. Sancho I, também trovador, e
primeiro rei-poeta de Portugal.
A
Escola Palaciana teve sua produção reunida no chamado
"Cancioneiro Geral", obra bilíngüe, que o
fidalgo-poeta Garcia de Resende (1470-1536) compilou e o rei D.
Manuel I de Portugal (1469-1521), mandou publicar em 1516. São
mais de 1.000 produções, de 286 poetas portugueses dos séculos
XV e XVI, escritas em espanhol e em português, já revelando
influência erudita. Aí é evidente a feição nova da poesia
castelhana, mais perto do "dulce stil nuovo" de
Florença, do que da corte de Afonso III e de D. Dinis, seu
filho.
No
"Cancioneiro Geral" encontram-se produções poéticas
de Gil Vicente, Sá de Miranda, Bernardim Ribeiro, D. Pedro
(Condestável de Portugal), Jorge de Aguiar, Diogo Brandão, além
do próprio Garcia de Resende.
O
colecionador do "Cancioneiro Geral" foi secretário
particular do monarca
português
D. João II (1455-1495), que reinou de 1481 a 1495. |
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Estes
foram os primeiros passos da Poesia portuguesa, deles
brotaram as mais belas obras poéticas de todos os
tempos, navegando na régua a sua esquerda você poderá
conviver com muitos dos poetas que construíram esta epopéia.
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