VICENTE AUGUSTO DE CARVALHO

A SUA POESIA

1866-1924

 

Vicente de Carvalho, nasceu em Santos -

 São Paulo em 1866; e faleceu também em Santos, em 1924.

 

Foi  um dos mais inspirados, queridos e talentosos poetas brasileiros.

Segundo opinião geral, é aquele que, pode juntar-se à trindade formada por Alberto de Oliveira, Olavo Bilac e Raimundo Correia, dentro do parnasianismo.

 

 

Além de advogado, jornalista, político, magistrado, foi poeta e contista.

 

  Eleito em 1º de maio de 1909 para a Cadeira nº 29, na sucessão de Artur Azevedo,

foi recebido na sessão de 7 de maio de 1910, por carta.

 

A principio, Vicente de Carvalho não era um parnasiano convicto, 

mas acabou por dedicar-se à escola, dizendo-se, no prefácio de seu livro 

"Versos da Mocidade" (1912):

"convertido a essa concepção da poesia, certo de que na obra de arte, que é um luxo,

 a perfeição da forma é uma necessidade".

 

Lírico de delicada emoção, cantor de grande força dramática e épica, sublime pintor do mar, 

enamorado das rosas, é o autor de uma das mais belas coleções de poesias em nossa língua

  "Poemas e Canções" (1908).

Seu soneto "Só a leve esperança em toda a vida. . ." (1º do "Velho tema")

 é considerado um dos sonetos mais populares da nossa literatura, você poderá conhecer este e muitos outros deste autor, visitando a pagina que pode ser aberta no botão SUA POESIA, a cima.

 

Na sua vida profissional foi Desembargador, jornalista e político.

.Era filho do major Higino José Botelho de Carvalho e de Augusta Bueno Botelho de Carvalho.

 Fez o primário na cidade natal e, aos 12 anos, seguiu para São Paulo, 

matriculando-se no Colégio Mamede e, depois, no Seminário Episcopal e no Colégio Norton,

 onde fez os preparatórios.

 

Aos 16 anos matriculou-se na Faculdade de Direito. 

 

Em 1886, com 20 anos, era bacharel em Direito. 

Republicano combativo, cursava ainda o 4º ano quando foi eleito

 membro do Diretório Republicano de Santos.

 

 Em 1887, era delegado a Congresso Republicano, reunido em São Paulo.

 

 Em 1891, era deputado ao Congresso Constituinte do Estado. 

 

Em 1892, na organização do primeiro governo constitucional do Estado,

 foi escolhido para a Secretaria do Interior.

 Por ocasião do golpe de estado de Deodoro, abandonou o cargo que vinha exercendo. 

 

Mudou-se, então, para Franca, município do interior paulista, e tornou-se fazendeiro.

 

 Em 1901, regressou a Santos, dedicando-se à advocacia.

 Em 1907, mudou-se para São Paulo, onde foi nomeado juiz de direito.

 

 Em 1914, passou a ministro do Tribunal da Justiça do Estado.

Vicente de Carvalho foi, durante toda a sua vida, um jornalista combativo.

 

 Até 1915, sua atuação na imprensa foi quase ininterrupta.

 Em 1889, era redator do Diário de Santos, fundando, no mesmo ano, o Diário da Manhã, de Santos. 

 

Ali manteve ainda colaboração em A Tribuna e fundou, em 1905, O Jornal. 

 

Até 1913 colaborou no Estado de S. Paulo.

 No fim da vida, cansou-se do jornalismo, mas continuou em contato com seus leitores

 através dos versos que publicava nas páginas de A Cigarra.

 

Poeta lírico, ligou-se desde o início ao grupo de jovens poetas de tendência parnasiana.

 

 Foi grande artista do verso, da fase criadora do Parnasianismo.

 

 Da sua produção poética ele próprio destacou poemas que são de extrema beleza, 

como: "Palavras ao mar", "Cantigas praianas", "A ternura do mar", "Fugindo ao cativeiro",

 "Rosa, rosa de amor", "Velho tema", "O pequenino morto".

Obras: Ardentias (1885); Relicário (1888); Rosa, rosa de amor (1902); Poemas e canções (1908); Versos da mocidade (1909); Verso e prosa, incluindo o conto "Selvagem" (1909); Páginas soltas (1911); A voz dos sinos (1916); Luizinha, contos (1924); discursos e obras políticas e jurídicas.

Conheça a sua poesia, clicando no botão SUA POESIA, a cima.

 

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