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.Era filho do major Higino José Botelho de Carvalho e de
Augusta Bueno Botelho de Carvalho.
Fez o primário na cidade
natal e, aos 12 anos, seguiu para São Paulo,
matriculando-se
no Colégio Mamede e, depois, no Seminário Episcopal e no Colégio
Norton,
onde fez os preparatórios.
Aos 16 anos matriculou-se
na Faculdade de Direito.
Em 1886, com 20 anos, era bacharel em
Direito.
Republicano combativo, cursava ainda o
4º ano quando
foi eleito
membro do Diretório Republicano de Santos.
Em 1887,
era delegado a Congresso Republicano, reunido em São Paulo.
Em
1891, era deputado ao Congresso Constituinte do Estado.
Em
1892, na organização do primeiro governo constitucional do
Estado,
foi escolhido para a Secretaria do Interior.
Por ocasião
do golpe de estado de Deodoro, abandonou o cargo que vinha
exercendo.
Mudou-se, então, para Franca, município do
interior paulista, e tornou-se fazendeiro.
Em 1901, regressou a
Santos, dedicando-se à advocacia.
Em 1907, mudou-se para São
Paulo, onde foi nomeado juiz de direito.
Em 1914, passou a
ministro do Tribunal da Justiça do Estado.
Vicente de Carvalho foi, durante toda a sua vida, um
jornalista combativo.
Até 1915, sua atuação na imprensa foi
quase ininterrupta.
Em 1889, era redator do Diário de Santos,
fundando, no mesmo ano, o Diário da Manhã, de Santos.
Ali
manteve ainda colaboração em A Tribuna e fundou, em 1905, O
Jornal.
Até 1913 colaborou no Estado de S. Paulo.
No fim da
vida, cansou-se do jornalismo, mas continuou em contato com
seus leitores
através dos versos que publicava nas páginas de
A Cigarra.
Poeta lírico, ligou-se desde o início ao grupo de jovens
poetas de tendência parnasiana.
Foi grande artista do verso,
da fase criadora do Parnasianismo.
Da sua produção poética
ele próprio destacou poemas que são de extrema beleza,
como:
"Palavras ao mar", "Cantigas praianas",
"A ternura do mar", "Fugindo ao cativeiro",
"Rosa, rosa de amor", "Velho tema", "O
pequenino morto".
Obras: Ardentias (1885);
Relicário (1888); Rosa, rosa de
amor (1902); Poemas e canções
(1908); Versos da mocidade
(1909); Verso e prosa, incluindo o conto "Selvagem"
(1909); Páginas soltas (1911); A voz dos sinos (1916);
Luizinha, contos (1924); discursos e obras políticas e jurídicas.
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