A literatura medieval italiana começou a se projetar nos séculos XI e XlI. 

Mas foi somente no início do século XIII que o vulgar 

italiano se transformou no idioma de toda a península.

 

Dos diversos dialetos, prevaleceu, afinal, o que era corrente

 nas cidades toscanas, principalmente Florença.

 Assim, esse dialeto chegou a ser a língua literária da Itália. 

E, desde os tempos de Dante, Petrarca e Bocaccio, 

a Toscana foi o centro da literatura do país.


  Na Itália, na primeira metade cio século XIII, foram fundadas diversas confrarias de trovadores. Apareceram, entre outros, os trovadores italianos Marquês Alberto Malaspina, um dos senhores de Lunigiana; o bolonhês Rambertino Buvalelli; o veneziano Bartolomeo Zorzi; os genoveses Bonifazio Calvo e Lanfranco Cigala; e o mantuano Sordello de Goito, o mais famoso de todos, falecido em 1270, aproximadamente, e que Dante recorda na "Divina Comédia".

O povo siciliano, entretanto, não compreendia bem a poesia provençal; e, assim, os cortesãos, como já salientamos, trataram de formar uma língua que estivesse ao alcance de todos. Teria de ser, de acordo com o projeto, uma língua para unificar e firmar uma literatura integralmente italiana.

Mano Sansone registra que "os sicilianos procuraram formar um tipo comum de linguagem, eliminando dos seus dialetos os idiotismos mais acentuados e moldando a língua comum no latim e no provençal". ... ..) "Os poetas revelam acentos vivos e pessoais e dão nova vida à maneira tradicional, prestando atenção aos motivos de origem popular, embora conservando a esquiva distinção própria dos literatos "

A primeira escola de poesia destinada a criar, como conseqüência, uma tradição literária, na Itália, foi, pois, a escola poética siciliana. Representou o primeiro movimento de cultura nacional. Daí o seu valor, a sua importância. Os participantes não eram, apenas, da Sicília, porém de toda a Itália, principalmente do sul, e muitos deles viviam e escreviam na corte de Frederico II.

O Soneto, nasceu por esse tempo, na Sicília.

É de se notar que os escritores de todo o país compunham suas obras poéticas, em vulgar; cada qual, entretanto, no dialeto da própria cidade, ou província. Eles sabiam que, assim agindo, jamais conseguiriam alcançar um intercâmbio cultural. A solução seria servirem-se apenas de uma língua comum. E, então, perceberam que a escola siciliana, com a sua nova linguagem, estava em condições de aglutinar o pensamento e as obras de todos os artistas da prosa e do verso. Já possuía um tipo lingüístico italiano, capaz, não apenas de escrever poesia, mas, igualmente, de formar uma cultura literária. A adesão foi geral.

Não vingou, ainda dessa vez, a língua literária da Itália, mas aos sicilianos pertence o mérito de terem sido os primeiros a fazer tal experiência.

 Depois da batalha de Benevento, em 1266, houve a decadência da dominação sueva. E a poesia dos sicilianos começou a diminuir seu entusiasmo na Itália meridional. Reviveu, contudo, na Toscana, que passou a ser, definitivamente, o ponto de convergência da cultura e da poesia. Um grupo de poetas deu continuidade à lírica dos sicilianos, através do dialeto toscano.

Entre os poetas mais famosos da Toscana, tivemos Guittone de Arezzo, que a princípio fazia versos à moda provençal, porém logo a seguir, deu os primeiros passos, para criar uma poesia verdadeiramente italiana. Foi ele o primeiro literato italiano a fugir `a imitação da literatura estrangeira. Neste site você encontrará as suas poesias.

MEUS PARABÉNS PELO SEU BOM GOSTO !!!

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