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Algumas pessoas confundem poesia com romantismo. 

Vemos muitos textos de prosa romântica, tentando fazer-se passar por poesia.

Tudo ou quase tudo escrito que traduz sentimentos humanos, principalmente o amor,  poderia ser considerado romântico.

 Porém, só será poesia se tiver, ritmo, métrica, compasso, simetria e harmonia.


As letras das músicas e as poesias

Existem muitas poesias, que foram musicadas, existem belíssimos trabalhos ligados a música, os quais devem ser respeitados, pela qualidade romântico sentimental, porém letras de música não são necessariamente poesias.

Há que considerar que a poesia nasceu com a música, são gêmeas; na sua infância o poeta era um cantante ...hoje são parceiros, porém musica e poesias são artes distintas

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Ninguém nasce com a arte de tocar piano pronta, sendo capaz de embora nunca tendo estudado, sentar-se ao piano e tocar, seja piano ou outro qualquer instrumento, como um fenômeno.

Existe o dom, a maior ou menor facilidade em aprender, e realizar belos trabalhos artísticos, quem não tem dom, aprende a arte, porém pouco cria e realiza.

Assim também é com a poesia, há que aprender, a técnica e torcer para ter nascido com o dom de versejar, conhecer bem o espírito do seu idioma etc.

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A poesia pode ser: Épica, Lírica e Dramática.

Poesia Épica - É aquela que descreve, comenta ou exalta feitos heróicos, reais ou imaginários de pessoas ou povos. Ex.: A Odisséia -  de Homero - Os Lusíadas - de Luiz de Camões

Poesia Lírica - É aquela em que o artista exprime com paixão os seus sentimentos pessoais sobre temas comuns. Ex.: Poesia do adeus - de Vinicius de Morais 

Poesia Dramática - É a que adota a forma dialogada do teatro, caso em que se subdivide novamente em  Tragédia, Comédia ou Drama. Ex.: Electra - de Eurípides, Cyrano de Bergerac - de Edmundo Rostand

Entre nós, mais comumente convivemos com a Poesia Lírica, geralmente versos de amor, em que o autor declara o seu amor, fala dos seus desenganos, e das suas paixões.


Poderíamos abreviar, dizendo ser a poesia o oposto da prosa, logo não seria poesia, colocar as frases da prosa romântica, arrumadas de maneira que em olhando, parecesse uma poesia, onde ficaria a métrica, a rima, o compasso e a harmonia, que na prosa mesmo de boa qualidade, são desprezíveis ?

A música é fundamentalmente matemática, a harmonia não é senão, a soma de valores numéricos, que arrumados, soam agradáveis a nossos ouvidos, e a poesia,  é matemática pura, na sua essência, e regra.

Imaginem um piano, as suas teclas tem som, imaginem palavras, elas também tem som, algumas pessoas acreditam que tocar piano é só ferir as teclas e produzir som, todos adorariam tocar piano, e bastaria estudar, quem tiver talento, será um grande músico. 

Já fui a concerto de pessoas, dizendo-se pianistas que me fizeram sofrer muito ...

 O som produzido, sem conhecimento e harmonia, será horrível,

 isto acontece na poesia.

Algumas pessoas, usam o som das palavras para construir o que chamam de poesia, sem estudar, sem conhecimento, pretendem versejar, produzindo um trabalho horrível, sem qualidade, dando muitas vezes a desculpa de que o seu trabalho é " moderno " , " livre ", quando na verdade é só inútil, e descartável.

A quem entende de poesia, não adianta dizer que este " autor " ou aquele é bom, e até vendeu milhões de livros de poesias, que teve várias edições esgotadas, não adianta...se não tiver métrica, rima, compasso e simetria,

  não é poesia, pode ser qualquer coisa, até bonito ou bonitinho, interessante, romântico, porém jamais poesia ...!!!

Também já fui a recitais de poesias inéditas,

 que só um palavrão para descrever aquele suplício ...

Fazer poesias que sejam boas, é tão difícil como tocar piano, 

ou violão, precisa aprender e demora.

É preciso um professor, ou meios de pesquisa

é preciso conhecer a técnica, e mais que tudo observar os mestres ...

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PARNASIANISMO 

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No século XIX, já haviam os falsos poetas, partiu da França um movimento banindo do ceio da comunidade de poetas os "incompetentes", pregava este movimento a volta ao respeito da forma, a pureza do estilo, 

à perfeição descritiva da poesia.

As permissividades  poéticas foram banidas, foram rejeitadas as obras ditas como poesias porém sem métrica,

 rima etc  e rejeitados os falsos poetas.

As principais figuras deste movimento foram: No Brasil - Alberto de Oliveira, Raimundo Correia,

 Olavo Bilac e Vicente de Carvalho. 

Na França - Banville, Lemaitre, Gautier, Leconte de Lisle, Sully Prud'homme.

 Em Portugal - Cesário Verde e Julio Dantas. 

Nos Estados Unidos -  Edgar Alan Poe

   O parnasianismo cerrou fronteiras contra os maus poetas, "os modernistas".

Hoje ainda a poesia está ameaçada, pelos ignorantes da arte, com a alcunha de " poetas modernos" ,

 e pelos  precários ouvintes e amantes desta nobre arte, existem poesias famosas para os tolos,

 que ao conhecedor provoca risos, e é emoldurada pelo ridículo ...

Deveríamos, os amantes da boa poesia, iniciar no Brasil um movimento de nome: FALA SÉRIO O MEU ...!!!


Com facilidade, vemos veiculados na mídia, nomes de pessoas, tidas como geniais, grandes poetas, adorados pelos ignorantes, porém como poetas são um desastre, donos de livros com várias edições, algumas esgotadas, com direito até a estátua, isto por que, dá status referir-se a estes poetas, citar frases da sua obra, muitas das vezes quem comprou o seu livro, nunca o leu, só o folheou. . .

É comum nas altas rodas, mostrando erudição, o incauto perguntar: 

" Já leu fulano, achei genial ... !!! "

Existem muitas pedras no meio do caminho, e muito poucas métricas,

 rimas e harmonias...São só pedras ...a construir o absurdo ...

O poeta pode - ouvir estrelas - pode - falar com o coração - porém, não pode fugir da realidade lógica, as frases que escreve devem ser justificadas pelo entendimento humano, não pode escrever coisas que só ele entenda, não pode negar a realidade do que quer dizer, como afirmar que é mentira, o que alguém diz realmente, não pode trocar a verdade pela mentira, isto é, viver e construir idéias no campo do absurdo. 

Quem diz DEVERAS, não FINGE , pois DIZ DE FATO.

Fernando Pessoa, o poeta de pouca fama no seu tempo, abusou do direto de ferir a lógica, hoje seus pobres versos, tomaram um impulso inesperado, talvez pelo seu nome eufônico e fácil de decorar ...!!!

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O POETA NARRA COM POESIA, A REALIDADE DA VIDA !!!

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Nos primórdios da poesia ela era interpretativa, tinha a tarefa hoje exercida pelo dramatismo dos teatros, e o poeta era como artista dramático, logicamente um agente de interpretação, de atos criados só pela imaginação, já há séculos isto acabou, o poeta narra a sua realidade pura.

Todos os artistas podem ser fingidores, menos o poeta, ele tem o direito de narrar a vida, a dor e o amor, com a moldura da fantasia, porém com a realidade da lógica e da sinceridade, sem o que ele não é poeta, é um palhaço.

Não lhe é permitido inventar uma realidade pessoal, ele deve descrever a sua dor ou amor, de maneira que em  lendo, os que gostam de poesias, sintam no ler, a sua dor ou amor, dito de uma maneira que ele não saberia fazer, pois não é poeta, e sim platéia, ouvinte, amante de poesia, mas sofre ou ama com o seu poeta.

Chamar Camões, Bilac, Vinicius, Cruz e Souza, Castro Alves, Vicente de Carvalho, Augusto dos Anjos e outros grandes poetas de FINGIDORES, quando não menos, é um absurdo, dito por algum ignorante fingidor de poeta ...

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Bacon inspirado na teoria de Platão e Aristóteles, deu a sua opinião, dizendo que a poesia era a ciência da palavra. Wordsworth admitia que a poesia era uma atitude do espírito, para com os fundamentos da vida. 

Mathew Arnold admitia que a poesia  era a crítica da vida. 

Hegel impunha a poesia a questão do metro, da harmonia, isto é, exigia nesta a metrificação, compasso e ritmo.

Muitos disseram e tentaram definir o que é poesia, tudo isto perde o valor, quando lemos Luiz de Camões, poeta que tem uma grande obra a mostrar, e que quase todas as pessoas, só o conhecem pelos Lusíadas ( Épico ) , não sabem dos seus belíssimos versos de amor ( Lírico ), suas sextilhas, seus sonetos, suas quadras etc são hoje absolutamente modernos, como o amor, que hoje é tão moderno como no seu tempo, e ele canta ao amor como qualquer poeta deslumbrado, dos nossos tempos.

Procurem, leiam, em nosso trabalho existe algumas das suas poesias, porém a sua obra é enorme e bela.

Visitem nas nossas páginas o link  CAMÕES ( GRANDES MESTRES ), vão deslumbrar-se.

Não só ele como outros mestres da poesia estão lá.

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Caso queira trocar idéias sobre os assuntos expostos, ou outros

Eu sou Paulo Porphirio Ferreira 

Sou um aprendiz de poeta, um Repórter Literário,

caso tenha algo para ensinar-me eu agradeço.

Peço porém aos pretensiosos, ao pseudo poetas, que não tomem o meu tempo tentando convencer-me a aceitar poesia sem rima, sem métrica, sem forma, sem compasso e lógicas de entendimento, trepados na desculpa de um ridículo modernismo.

Admito que toda arte deve ser contemporânea, porém o moderno deve respeitar as regras da arte proposta.

 

Tel.: ( 22 ) 9976 - 5309

weblider@clubedapoesia.com.br   ou   cisnebranco@uol.com.br

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